sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Guardai vos de praticar a vossa justiça diante dos homens: exemplos de boas ações com motivações ruins


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO DA UNICAP

Meu artigo, "Ensino Religioso: A Base Nacional Comum Curricular", foi publicado na Revista de Teologia e Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco. Este é resultado da palestra que proferi no dia 07 de março de 2016 na Universidade Federal de Sergipe-UFS, em evento organizado pelo Núcleo de Graduação em Ciências da Religião-NGCR, a mesa BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: RELIGIÃO E EDUCAÇÃO EM DEBATE. http://www.unicap.br/ojs/index.php/theo/article/view/744/695

POBRES DE ESPÍRITO, Mt 5,3 - REFLEXÃO NATALINA


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ANÁLISE DO LIVRO "A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS DE THOMAS KUHN

Resenha do livro "A estrutura das revoluções científicas escrito por Thomas Kuhn originalmente em inglês, The Structure of Scientific Revoluntions, cuja primeira edição apareceu em 1962.

Leia e baixe o texto na íntegra clicando aqui

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O BANQUETE DE PLATÃO: DISCURSOS EM LOUVOR A ÉROS

Resenha do diálogo platônico O Banquete, que consiste numa sequência de discursos em louvor a Éros, tendo como ponto alto o discurso de Sócrates que destaca a natureza intermediária de Éros, um “grande dáimon”, nem deus e nem mortal,  conservando-se entre a ignorância e o conhecimento, Éros é amante da sabedoria, filósofo.

Leia o texto na íntegra aqui

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

POR UMA ABORDAGEM CRÍTICA À REFORMA

Tenho visto um número imenso de líderes cristãos protestantes ensinando aos seus rebanhos um corpo de doutrinas como se a adesão a ele fosse determinante para a salvação dos seus rebanhos, utilizo salvação aqui em sentido literal, livramento da "danação" eterna, por mais arcaica que esta expressão seja. 
No entanto o cristianismo diz respeito a ser redimido por alguém e não pela teologia elaborada sobre esse alguém, e este alguém é Cristo, sim Cristo é o redentor. As teologias são tentativas humanas limitadas, condicionadas no tempo e no espaço, inacabadas, por isso passíveis de revisão, tentativas de formular um discurso articulado racionalmente sobre Deus, enquanto ser além da compreensão humana, pelo menos tem sido assim no ocidente cristão.
A elaboração de sistemas teológicos, porém, é fruto da necessidade da comunidade cristão que carece de alguma explicação sobre o Inefável para se sentir segura, para não se sentir desorientada, atordoada existencialmente, havendo sempre o risco de confundir o discurso sobre Deus com o próprio Deus, fazendo do discurso o redentor, como se a redenção fosse obtida a partir da adesão a um conjunto de conhecimentos, supostamente infalíveis, isto, em resumo, é um tipo de gnose. 
É desta forma que as leituras descontextualizadas da Reforma Protestante acabam por fazer dos reformadores, Lutero e Calvino, espirituais gnósticos, portadores de conhecimentos redentores, os seus textos são tomados como os documentos do novo cristianismo, como uma nova patrística. O que foi elaborado antes do século XVI não importa mais, apenas o cristianismo pós-reforma é o que importa, as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo.
Este tipo de leitura da Reforma a interpreta sempre sob um prisma positivo, ocultando ou recusando-se a enxergar os danos causados pela Reforma à cristandade, dentre estes enfraquecer a autoridade institucional do cristianismo, contribuindo para a liberação de movimentos religiosos de perfil anti-institucionais e revolucionários, como por sinal são as igrejas da Reforma, ao questionar a autoridade papal, acabar por dilui-la em todos os cristãos, tornando cada cristão um Papa, sem esquecer como este enfraquecimento do cristianismo contribuiu para o fortalecimento da secularização no Ocidente.
Eric Voegelin (1901-1985), ao concluir a sua análise sobre os reformadores Lutero e Calvino, aponta o antifilosofismo de ambos, que fez com que um indivíduo com treino teológico como Lutero atacasse uma doutrina de justificação pelas obras que não existia ou nunca foi ensinada pela Igreja Católica e, no caso de Calvino, no modo como em suas Institutas, um tratado volumoso de teologia, ao discorrer sobre a doutrina da predestinação a deslocasse do seu lugar comum nos tratados teológicos (como parte da Teo-ontologia) para a experiência da fé, demonstrando aparentemente não compreender a "analogia entis" ou o antropomorfismo que envolvia a abordagem da predestinação (VOEGELIN, Eric. História das ideias políticas: renascença e reforma. São Paulo: É Realizações Editora, 2014. 4.v. p.337).  
São questões apontados por Voegelin, dentre outras, que são ignoradas. Diante destas coisas, estou convencido que uma abordagem mais crítica sobre a Reforma e os reformadores feita pelos próprios protestantes seria imensamente benéfico para estes, principalmente os que costumam ler a história da Reforma protestante como uma hagiografia. Esta é a minha singela contribuição as vésperas deste 31 de outubro.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Análise Literária do Salmo 1

Leitura do Salmo 1 por meio de uma abordagem literária, compreendendo a forma como o autor organizou o texto, organização que harmoniza estrutura e conteúdo, desta forma buscou-se compreender também como tal organização revela intenções autorais.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Estado Islâmico e o fundamentalismo: vanglória, loucura e afã pelo poder


Por estes dias, foi testemunhado, através do atentado em Nice-França, um ato de violência contra toda a civilização ocidental, pois é para realizar o objetivo de transformar toda a civilização do Ocidente num grande califado ou, caso isto não ocorra, aniquilá-la que o Estado Islâmico existe. Ainda por estes dias, depois e em decorrência do atentado na França, as emissoras de TV apresentaram várias reportagens avaliando o modo como o Estado Islâmico conquista seguidores no mundo inteiro através da internet. Isto ocorre de uma maneira tal que para alguém sentir-se aliado da causa do Estado Islâmico não é preciso ter vínculos diretos com este. Um pequeno gesto como queimar o passaporte e, em seguida, planejar e executar ataques contra multidões de desconhecidos no Ocidente une qualquer pessoa seja de onde for ao mesmo pacto de terror do Estado Islâmico.
Pensando nestas coisas, lembrei-me do livro “Leviatã” escrito por Thomas Hobbes em 1651. Segundo este, a natureza genérica da humanidade deve ser examinada em termos das paixões humanas:

As paixões que causam com maior intensidade as diferenças de talentos são, principalmente, o maior ou menor desejo de poder, de riquezas, de conhecimentos e de honrarias. Tudo isso pode ser resumido no afã de poder, pois as riquezas, o conhecimento e as honrarias são diferentes formas de poder (HOBBES, Thomas. Leviatã: ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. São Paulo: Martin Claret, 2012. p.65).

Uma vez que, em sentido de uma filosofia moral aristotélica e cristã, as ações da vida humana não são mais direcionadas com o propósito superior de alcançar o "summum bonum"; uma vez que indivíduos e sociedade não compartilham mais, em sentido aristotélico e cristão, de um "nous" comum; uma vez que o objetivo da sociedade e cada indivíduo nesta deixou de ser a busca pela semelhança com o "summum bonum", resta o desafio de construir uma ordem social feita por indivíduos isolados, que não estão orientados em direção a um propósito comum, mas motivados por suas paixões pessoais (VOEGELIN, Eric. A nova ciência da política. Brasília: UNB, 1982. p.129).
Porém, foram das seguintes palavras de Hobbes (2012, p.65) que me lembrei:

A paixão cuja violência ou continuidade produz a loucura é uma grande vanglória, que comumente é chamada de orgulho e autoestima ou depressão da mente. [...] A exagerada opinião que um homem tem de si mesmo, quando se sente dotado de inspiração divina, de sabedoria, de grande aprendizado, de bons modos, e coisas semelhantes, converte-se em irreflexão e pertubação mental. [...] A veemente opinião sobre a verdade de todas as coisas, contrariada pelos outros, transformar-se em raiva.

O orgulho ferido daquele que “se sente dotado de inspiração divina” ou do que possui “veemente opinião sobre a verdade de todas as coisas” transforma-se em ódio. Eis uma clara descrição do fundamentalismo, “sentir-se dotado de inspiração divina, possuidor de “veemente opinião sobre a verdade de todas as coisas”, em resumo, acreditar possuir uma verdade superior a todas as outras, o que Hobbes declara ser “pertubação da mente”, loucura. Esta loucura nada mais é do que “uma grande vanglória”, paixão desenfreada, “tudo isso pode ser resumido no afã pelo poder”. Por ser afã pelo poder, este tipo de paixão ou loucura não é uma enfermidade exclusiva do Estado Islâmico, mas de qualquer pessoa grupo ou movimento, político, religioso ou de qualquer outra natureza, que creia possuir uma verdade superior a todas, os religiosos acreditam ser dotados de inspiração divina, os demais, acreditam possuir uma opinião sobre a verdade de todas as coisas. Em outros termos, o fundamentalismo pode assumir formas tanto religiosas quanto laicas. O fundamentalismo do Estado Islâmico oculta o afã ou a paixão pelo poder na religião, paixão pelo poder de não ser mais contrariado, de submeter a todos “a sua veemente opinião sobre a verdade de todas as coisas”, o afã de possuir o poder de fazer do mundo inteiro um imenso califado. 

O preocupante é quando esta loucura, vanglória, orgulho contrariado, transforma-se em ódio, assumindo formas violentas como o desejo de impor esta loucura aos demais. Um louco oferece perigo menor do que uma multidão de loucos anônimos e espalhados pelo mundo, convencidos de são possuidores de inspiração divina.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Reflexão em João 1,1: Jesus, o Verbo Eterno

Consiste numa reflexão de cunho devocional, porém com comentários exegéticos ao texto através do exame do texto grego do evangelho de João.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

COLÓQUIO AS DIMENSÕES DO PECADO

Resultante das atividades da disciplina Colóquio de Doutorando, ministrada pelo prof. Dr. Franz Josef Brüseke, do Programa de Pós-graduação em Sociologia – PPGS/UFS, ocorrerá o Colóquio As dimensões do pecado (no dia 10 de junho, sexta-feira, às 16h, na sala de aula do PPGS, no segundo piso da Didática II, na UFS, Campus São Cristóvão).
A proposta do Colóquio é discutir o modo como o conceito teológico de pecado oriundo da tradição judaico-cristã, cujo fundamento é metafísico ou transcendente, exerceu influência sobre a moral no Ocidente, reaparecendo em versões laicizadas na Modernidade, contribuindo para formar a noção de crime no Ocidente.
Comporão a mesa o convidado: o Dr. Carlos Eduardo Calvani, Coordenador do Núcleo de Graduação em Ciências da Religião – NGCR/UFS; e os debatedores: os doutorandos do PPGS/UFS, Alexandre de Jesus dos Prazeres e Élida Damasceno Braga.